Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Novos olhares...


E para amenizar o post anterior, um tanto quanto enraivecido, não há como negar, quero lembrar um pouquinho de algumas coisas legais que fiz nesses vinte dias em que fiquei longe daqui, vivendo a vida de verdade, aquela que acontece na rua, com as pessoas queridas. Conheci alguns lugares bem legais, e entre eles está o pólo gastrômico em que se transformou o antigo shopping Off Price de Botafogo (qual é mesmo o nome agora?). Da última vez em que tinha estado lá, não havia tantas coisas. Agora (pode ser que seja há mais tempo), para fazer companhia ao Outback, há um restaurante superlegal de comida japonesa, muito transado, que conta com um dj, um balcão maneiríssimo, um ambiente meio hi-tech, na verdade. Não é à toa que quem estava lá, sentadinha atrás de mim, era a Baby Consuelo (ops! Baby do Brasil! Essas coisas denotam nossa idade... rsrs), com seus cabelos ultra-super-fashion na cor da moda roxo! Arc! Combinava com o ambiente branquinho. Adorei! Não que o sabor seja o melhor; na verdade, o Kioto do Largo do Machado é mais gostoso, mas o lugar é muito legal. E se estiver lotado ainda dá pra dar uma volta e ser chamado de volta por um aparelho, acho que um celular, quando houver vaga. Show! Vale a pena conhecer. Aliás, mesmo não curtindo muito os ambientes de shopping, esse é uma boa opção quando não se sabe pra onde ir. Há vários lugares legais, inclusive um Espelunca Chique. Para um dia de chuva também é legal.

E em tempos de cinema não muito bom, assisti "Quebrando a banca" e "Os donos da rua". Havia tempos que não ia ao cinema. Dois filmes leves, pra quem não quer pensar em nada. Ah! E ver o Keanu Reeves de volta à velha forma é sempre bom. Gatíssimo!

E Santa Tereza volta às rotas. Na despedida de uma amiga em uma quarta-feira, me surpreendi com uma coisa que já sabia: os bares no Rio bombam não importa o dia. O bar começou a encher às onze e meia da noite, quase na hora de, infelizmente, ir embora. Mas o clima é sempre bom, e acho que Santa tem isto: tenho a impressão de que se dorme muito pouco por lá. Tem um clima de boemia no ar, lembra Monmartre, todo mundo diz isso, e é aconchegante no fim das contas. Agora que entra o outono, um ótimo lugar pra se tomar um vinho num dia qualquer, sempre bem-acompanhado. Aliás, vinho é o que tem me motivado mesmo a beber, sem esquecer do mojito, que retomei depois de um tempão. Tenho experimentado alguns muito bons, e perdido a linha em algumas situações... rsrsrs... Tudo bem, faz parte. O bom de se ter uma boa imagem é que ninguém vai achar que você está doido. No máximo, fica engraçado. E descobri que, além de sonolenta, fico bem engraçada bêbada, e falo demais. Mas falar demais não é novidade. Vou me descobrindo... rsrs

E ansiosa pelo ambiente caseiro. Algumas reuniõezinhas em casas de amigos queridos têm me trazido isso. Será sinal dos meus novos tempos? Algo vai mudar, com certeza... Mudar, afinal, é a palavra, não é mesmo? ;-)

E hoje resolvi algo que estava me atormentando. É tão bom quando descobrimos que crescemos em algum ponto! E isso geralmente vem com o reconhecimento de um erro e o devido pedido de desculpas. Tudo resolvido, a vida volta à rotina, quebrada maravilhosamente por mil acontecimentos... Que a vida seja tecida desta forma: momentos de reflexão, de recolhimento, e outros de aventura, descobrimentos, trocas, em todos os sentidos. Mas sempre olhando pra fora para se olhar para dentro.

Merece o crédito, não?

Dengue?!? Por onde anda?!?

Acabei passando por aqui antes do que imaginava. Mas não é nem algo bom, pelo menos neste post, que me faz escrever de novo; é o espanto de ver hoje de manhã no Bom Dia Brasil, jornal da Globo, a cobertura da reconstituição do crime de Isabella Nardoni em São Paulo, nem tanto pela insistência da mída em só falar disso (onde estão as notícias sobre a dengue? a epidemia acabou?), mas o que me deixou estupefata em frente à TV foi o circo montado pela população: gente tirando fotos e filmando com celulares, outro que viajou 800 quilômetros para "protestar" contra o que acontece nas famílias hoje em dia (será que não havia uma tragédia mais perto da casa dele para o protesto?), gente que dizia que era pura curiosidade, outros que não sabiam dizer por que estavam ali, um idoso que declarou usar a tragédia de outros para chamar a atenção para outra que ocorre no País (no caso, o descaso para com os idosos. Vai dizer que ele não está certo?), e os ambulantes tentando ganhar algum dinheiro (também não podemos condenar, afinal, nessa porcaria de País cheio de desigualdade social, cada um acaba ficando insensível ao que o outro sofre, e só pensa no próprio sofrimento)... Não estou querendo aqui minimizar o ocorrido, longe disso. A questão que me deixa apavorada é que 99% dos que estavam ali queriam mesmo aparecer, mais nada. E me fez lembrar da música interpretada pelo Paulinho da Viola, composta por João Bosco, "De frente pro crime". Quem conhece verá que é exatamente a cena, com a diferença que o corpo não estava mais ali... No final, acho que nada muda mesmo. As coisas se repetem, e se repetem, porque parece que a essência do ser humano é uma só... e se perpetua... Com a quase-comprovação de que os assassinos são mesmo o pai e a madrasta, e com a falta de emoção da mãe (pelo menos, isso é o que me deixou mais chocada nessa história toda), acho que essa menina deve estar melhor onde está agora... O ruim vai ser apagar a tragédia da memória anímica. Para mim, que acredito em reencarnação, é o pior de tudo...


E, continuando nosso reality show cotidiano, o "ex"-Ronaldo-fenômeno, desfilando seu penteado atualíssimo bem anos 70 (rsrs), se mete em uma confusão com... travestis! Nada contra, mas será que ele não pensou que isso é um pouco demais para a imagem já bem arranhada que ele tem? Depois de ter levado um golpe da barriga, de ter se metido com uma pretensa atriz e apresentadora (eufemismos para coisa pior, e louca!), de não jogar mais nada (aliás, quando foi a última vez em que jogou?), de ter piorado a aparência (como se isso fosse possível...), agora, saindo do caso Isabella, entramos no caso Ronaldo, e dá-lhe manchetes e discussões...

Bem, eu ainda quero saber por onde anda a dengue... Ainda uso repelente, por via das dúvidas...

Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

Alçando novos vôos!


Vinte dias de ausência... Vinte dias de vida intensa, saídas, encontros, vinhos, risos, desencontros... Tudo o que a vida costuma demorar pra trazer, trouxe pra mim em vinte dias... E estou muito feliz! Porque percebi uma coisa: realmente nada se compara à vida real, a encontrar gente olho no olho, a conversar com amigos num bar, a ir ao cinema e tomar um café, antes ou depois, a conhecer lugares novos, a revisitar lugares antigos, a encontrar gente que não se via há um tempão, a matar saudades de velhos amigos, a falar horas (rs) ao telefone com quem se ama... Tudo isso é infinitamente melhor que ficar no orkut, ou no msn, ou no skype, ou escrever mil e-mails. Não que essas ferramentas não sejam importantes, não que não nos aproximem daqueles que nos amam, mas a vida acontece com certeza lá fora, fora das quatro paredes do seu quarto, da sua casa, do seu computador, do seu mundo... E viver é sempre a melhor escolha, seja de que forma for. Percebi isso em vinte dias, não que já não soubesse, mas é que arriscar é a palavra. Não saltar de um precipício sem pára-quedas, mas pular sabendo que vai ter uma aterrissagem suave, na maior parte das vezes. Acho que é por isso que sonhei que estava voando de asa-delta. Um sonho incrível!!! Vontade mesmo de alçar vôo, ver outras coisas, outros lugares, outras pessoas. Permitir a entrada do novo, seja ele como for, mesmo que depois tenha que redimensionar as coisas. Porque tudo pulsa. Porque tudo reluz quando estamos dispostos a olhar de verdade, sem a lente de regras, olhares outros, normas que não são nossas. Quebrei regras, pulei cercas, corri caminhos, ouvi meu coração e também os de algumas pessoas. Estou redimensionando tudo. Já que 2008 é o ano das mudanças, vamos lá! Changer tout!!! N'est-ce pas? Por que não?

Tenho algumas dicas novas de lugares a que fui, alguns filmes a que assisti, alguns encontros hilários, divertidos, outros enriquecedores e delicados que tive. Mas não quero falar sobre isso. Talvez em outro post. Só sei de uma coisa: estarei, provavelmente, menos por aqui, pelo menos durante algum tempo. Até sorver tudo o que me está sendo dado. Até meu olhar se modificar. Porque a escrita precisa disto: olhares novos, novas vivências, novas abordagens. É isso o que quero... pra mim, pra minha vida...
Quanto à foto, eu a escolhi porque adoro ver as nuvens de cima! Dá uma sensação de segurança e ao mesmo tempo uma paz muito grande... Sempre acho que é um amontoado de algodão, e que, se quiser, posso descer e andar em cima delas. Isso me dá calma e tranqüilidade quando vôo... de avião, é claro, não de asa-delta. Tirei-a do seguinte álbum: http://picasaweb.google.com/vilsbrothers/MelhoresFotos/photo#5157588211302387298
Tem umas fotos bem legais. Vale a pena ver! Ah! E o título é exatamente "Tapete de nuvens". :-)

Domingo, 6 de Abril de 2008

Tem como haver tecnologia sem estrutura?


Esta semana vi em um noticiário da TV que a conexão wi-fi finalmente está sendo implantada na orla do Rio. A pergunta que me fiz é: será que alguém terá coragem de levar seu laptop para a orla, para a praia, para os quiosques? Muito legal o Brasil, apesar de toda a falta de estrutura básica que existe (básica mesmo: educação, saúde... a epidemia de dengue atesta bem isso), poder entrar finalmente no século XXI e utilizar algo que já existe há séculos lá fora. Em Paris, por exemplo, pode-se acessar a Internet sentado nas praças, fora dos cafés e em outros lugares literalmente públicos, como eu vi várias pessoas fazerem quando estive lá. No entanto, em uma cidade em que todos os dias turistas são assaltados na orla, andando no calçadão, às vezes mesmo sem ostentar nada, acho difícil podermos utilizar essa tecnologia, pelo menos nós, cariocas (e aí me incluo também nessa, com já quase metade da minha vida vivendo aqui), que sabemos do que rola. O jeito vai ser limitarmos seu uso aos celulares, que são menores e chamam menos a atenção. Mesmo assim, não me sentiria segura. É uma pena. A sensação que fica é que estamos sempre atrás, e sempre mascarando a realidade... O Brasil é realmente o país do futuro: fica tudo pra depois, e geralmente o mais importante...

A foto foi tirada em janeiro de 2007, em um quiosque, numa tarde maravilhosa em Ipanema, mesmo sendo um dia nublado... Aliás, como o de hoje...

Quarta-feira, 2 de Abril de 2008

O chapéu roxo

Nunca postei duas vezes no mesmo dia, mas, como sempre há a primeira vez pra tudo, aqui vai. É que, deitada no sofá pensando um pouco na vida, no dia de amanhã (não adianta, por mais que curta essa data, sempre vem um pouco de tristeza...), lembrei de uma cena que presenciei hoje à tarde, e que me fez pensar em como levo a minha vida. Eu tinha passado na farmácia para comprar algumas coisas que sempre faltam, e quando estava no caixa pra pagar, do outro lado do vidro, no degrau da farmácia, havia um menino, de rua, de mais ou menos uns 13, 14 anos, nessa idade em que os meninos crescem, mas só no tamanho, sabe? Ficam compridos, mas magros, sem corpo, ainda desengonçados... E ele estava malvestido, logicamente, quase sem roupa na verdade, era mulato, e estava simplesmente brincando. Não sei o que era aquilo, mas pareciam uns tocos de borracha partida, com o que ele brincava como se fosse futebol de botão, ou pelo menos foi a imagem que me ficou. Fiquei olhando aquilo, e a moça que estava pagando na minha frente também ficou, e deve ter sentido o mesmo que eu senti, porque observava a cena com atenção. Não era nada bom de se ver. Na verdade, é estranho quando vemos alguém tão próximo a nós, por sua humanidade, mas ao mesmo tempo em um mundo tão distante, tão separado, quase inacessível... Peguei minhas compras de 26 reais e saí da farmácia, não deixando de pensar que aquele dinheiro, que tinha gasto sem pensar um segundo, seria uma fortuna para aquele garoto. Vim pra casa e esqueci (acho que fazemos isso todo o tempo, não é mesmo?).

Agora à noite, contudo, isso me veio à mente de novo, e o que pensei foi que, já que estou num momento de agradecimentos, não devemos agradecer somente pela família, pelo trabalho, pelo dinheiro ou pelo amor que temos, mas sim pelas possibilidades de escolha. Sempre falo aqui que as escolhas são importantes, pra me lembrar sempre disso, na verdade, mas isso nunca ficou tão claro como hoje. O que me diferenciava daquele menino não era somente a situação social, familiar, financeira, mas a possibilidade de escolher. Porque tem muita gente que tem tudo e perde porque não percebe o quanto a vida é direcionada pelas próprias escolhas. O que diferenciava aquele menino de mim era que, apesar de ele também poder escolher, para ele era muito mais difícil, porque não se consegue escolher e tomar as rédeas da própria vida nas mãos quando se tem que pensar no que se vai comer a cada refeição. Vive-se por impulso, por instinto. Mesmo que às vezes essas pessoas consigam sair disso e vislumbrar outros horizontes; claro, que geralmente com ajuda de alguém...

Não estou aqui fazendo uma campanha pelo social, mas pensando que o Cosmos me abençoou com escolhas, e é por elas que quero agradecer. E também lembrar que preciso ficar atenta a cada uma delas. Uma vez recebi um e-mail de um texto sobre um chapéu roxo, você provavelmente até já leu esse texto. Era algo como: você passa a vida toda sem usar o chapéu roxo por vários motivos, dependendo da idade, todos eles exteriores a você, até que com 80 anos você põe o chapéu roxo e sai... Não quero esperar até 80 anos pra usar o meu chapéu roxo. Tenho procurado usá-lo sempre que consigo, sempre que me permito, sempre que me lembro da importância da minha vida pra mim, sem dar atenção ao que os outros vão pensar, sejam amigos ou não. Porque as minhas escolhas só são importantes pra mim. Viver sob regras, sob o jugo de uma religião, sob o temor a um Deus que tem mais o que fazer do que ficar punindo quem está aqui embaixo é desperdiçar as próprias escolhas. Normas a serem obedecidas existem, leis também, mas nem tudo é regido por elas. Há uma grande margem de liberdade pessoal que lhe permite seguir suas idéias. Essa margem está no limite do outro. O que não é do outro, é seu. Com o que é seu você pode fazer o que quiser, até jogar no lixo. Mas, lembre-se: até mesmo esta escolha tem um preço. O que quero dizer é: aproveite que você tem muitas escolhas, a graça divina na sua vida está aí. Quanto ao garoto, esse terá que superar a luta pela sobrevivência pra conseguir perceber isso. Com certeza precisará de ajuda, da ajuda de alguém que escolheu fazer isso. E ajudar também pode ser uma escolha, não acha?

Novos ciclos...

E mais um ano se finda pra mim... Não tenho do que reclamar, pelo contrário. Depois de passar um 2005 de cortes, difíceis mas ótimos, diga-se de passagem, um 2006 de reestruturação interna, com poucos inícios, no fim do ano passado resolvi dar uma reviravolta no que sentia, no que pensava... basicamente me abri de novo pro mundo, e pode-se dizer que fechei o ano com saldo positivo, em todos os sentidos, o que possibilita que meu ano astral se inicie no verde: verde de estradas liberadas, vontade de avançar, coisas boas a caminho... 2008 promete muitos inícios, alguns recomeços, outros cortes. (Eles sempre existem, porque sempre precisamos deixar pra trás o velho pra conseguir caminhar. Bagagem demais atrapalha. O que não serve mais, deve ficar pelo caminho...) Acho que sinto com cada vez mais força o assentamento que vem com o tempo, a certeza de que tudo está como deve ser, como na vivência que tive na minha viagem pelo Universo, em uma sessão de acupuntura: "tudo está como deve ser", foram as palavras que senti, que ouvi com os ouvidos d'alma. Assim, deixo aqui hoje, neste post, neste espaço que também faz parte da minha vida, tudo o que de ruim possa ter ficado de um ano que, longe de ter sido fácil, foi dolorido também, mas sobretudo verdejante! Um ano que trouxe pessoas novas, idéias novas, caminhos e pensamentos novos... e sobretudo muita vontade de mudar, sempre, em todos os sentidos...

A foto eu peguei num blog na Internet. A legenda diz que é de uma estrada em Ouro Preto. Como já disse aqui neste espaço, amo estradas. E esta tem a ver com o meu momento: por ser de chão, permite a germinação, o crescimento. Permite que nasça algo em função das chuvas. Conectar-se com a terra é a melhor forma de ter a cabeça no Universo, e receber tudo de bom que o Cosmos tem reservado pra gente. Isso é o que desejo pra mim, nesse fechamento de vários ciclos e abertura de outros...

Domingo, 30 de Março de 2008

Viva a naturalidade!

Esta semana, em meio a bares, conversas, cinemas, amigos, risadas, vinho, música, descobri que, em uma época em que se exige que sejamos cada vez mais ligados, antenados, com as notícias, a moda, o que se come, se vê, se ouve, o melhor mesmo é sermos quem somos, cada um com suas idiossincrasias e diferenças. Porque não há nada mais estranho que ser fake, o que não significa que se seja brega. Não! O fake é aquele(a) que parece real, mas não é. Não é o falso, mas é o simulacro. Aquilo que a gente olha e diz: mas tem algo errado com essa figura, apesar de estar muitas vezes bem-vestida, bem-arrumada. O fake é estranho porque quer ser algo que não é. Falta-lhe naturalidade, espontaneidade. Falta-lhe uma certa dose de vida, na verdade. Falta-lhe assentamento em si mesmo. E aí, não conseguimos bem identificar de onde veio e para onde vai. O pior é que o fake às vezes não precisava ser assim, mas a necessidade de agradar, de ser algo a mais do que se é, de corresponder ao que os outros "aparentemente" querem lhe dá essa falta de sustentação pessoal. É estranho...


Mas, isto não tem nenhuma pretensão de ser fundamentado. É simplesmente algo que observei esta semana, em duas ocasiões completamente diferentes. É algo para se pensar. No afã de alcançarmos o amor e a admiração dos outros, acabamos nos tornando isto: alguma coisa sem fundamento. Quando, ao inverso, as pessoas devem nos admirar pelo que somos, pelos erros, micos, risos, palavras medidas ou não. Porque isso é a vida. E são essas pequenas coisas que nos diferenciam dos outros. Às vezes é bom colocar um jeans, uma camiseta qualquer, calçar um tênis, amarrar o cabelo pra cima e sair por aí. Não é tão bonito, mas é natural, porque é simples, porque não tem nenhuma pretensão de agradar... É isso.

E apesar de o fim de semana ainda estar acontecendo (numa tarde de domingo muita coisa pode acontecer...), vou fechar este post falando de um filme que vi ontem, e que, longe de ser fake, é de uma humanidade excepcional. "Irina Palm" conta a história de uma senhora que, para ajudar a salvar o neto que tem uma doença grave, sem ter de onde mais tirar dinheiro, vai parar num clube noturno e vira... "punheteira". Exatamente isso! Eu nem sabia que existia essa modalidade de profissional do sexo (rs). Santa ingenuidade... Mas, com um tema tão estranho, que poderia resvalar para algo tosco, melodramático e agressivo, a história é de uma delicadeza e de uma humanidade que vale realmente a pena ver. Uma ótima escolha para uma noite de sábado que estava apenas começando... Um filme que fala também disso, de ser natural, de ser quem se é. Adorei! :-)